"O essencial é invisível aos olhos." Antoine de Saint Exupery

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Um pouquinho de cultura não faz mal a ninguém!

Mais uma vez, blog.

Confesso que criei tantos blogs que já não posso mais contá-los. Alguns se perderam no lixo virtual, bem como suas senhas e endereços da web. Outros simplesmente não foram para frente. Talvez pela minha falta de disciplina, talvez por não divulgá-los corretamente, talvez minha falta de empolgação, talvez pelo pouco conteúdo atrativo e interessante deles, talvez, talvez. O fato é que esse é mais um entre tantos, mas que faço um esforço maior munido do compromisso de fazê-lo funcionar (eu espero). Ressalto apenas que não tenho a pretensão de que este siga o caminho inverso dos demais, de puro insucesso. 

Sempre me senti tentada a criar um blog que expressasse em todas as formas as coisas pequenas e ao mesmo tempo tão importantes que compõem a minha vida. Pedagogia e Cultura nada mais é que uma forma de expressar o quão rica e preciosa pode ser a busca pelo conhecimento do ser humano. O ato de aprender me cativou de uma forma que só pude perceber ao me deparar com a pedagogia e sua extensa área de atuação. 


A cultura e a escola

Aventurar-se na cultura (e aqui falo de uma forma geral, da expressão artística humana e não necessariamente no sentido antropológico da palavra), na arte e na literatura não deveria ser uma obrigação para as crianças e sim algo do fruto de seus interesses. Em tempos de escola para mim era uma chatiação. Essa coisa de ter que ler tais livros e fazer prova deles,  no qual não necessariamente sua interpretação produz o efeito desejável no professor.  Ou fazer uma obra de arte, dar o sangue nela e a professora simplesmente dar nota dez àquela que descaradamente foi feita minutos antes e apenas seis na sua, fruto de sangue e suor. Foi um episódio lamentável para mim. 

Sempre gostei de bons filmes, de música, de desenhar...etc etc. Mas aula de literatura era um terror. De arte então, nem se fala. 

Nenhum estudante é obrigado a ler Machado de Assis e gostar, mas por que tudo o que era dito como leitura obrigatória para a escola se tornava quase insuportável? Por que só anos depois já na faculdade e criar o hábito de ir à biblioteca e em uma dessas idas pegar aleatoriamente numa das estantes uma obra literária e começar a lê-la sem compromisso, despertou-me a ânsia que me faltava e que até então eu não tinha de conhecer mais bons livros?

Quanto tempo não perdi tendo preguiça de ler clássicos da literatura? E que só aos meus vinte anos arremetou-me uma sede por conhecê-los de proporções astrônomicas. Tudo por que na escola eu percebia aqueles ditos "clássicos da literatura mundial" como enfadonhos e maçantes. Quem sabe um incentivo e não uma imposição teria mudado meu ponto de vista? Quem sabe?

São apenas conjecturas. Minha ambição atualmente é estudar e perceber as formas com que um pouquinho de cultura possa entrar na vida da maioria dos estudantes desde cedo, pois vejo que assim como eu muitos acabam não gostando ou não se interessando por questões culturais na escola e nem depois dela.


Nesse espaço vou expor minhas opiniões a cerca da Pedagogia, de arte, cultura, literatura, meus textos acadêmicos e literários. E sempre faço questão de dizer: gosto se discute sim, do contrário estaríamos fadados a mesmice das nossas coisas. Egoístas como somos todos, nunca queremos abrir mão do nosso modo de pensar. Ficamos quadrados e encaixotados. Embora as opiniões devam ser respeitadas, o que seria da vida sem as objeções e confrontos?

Tudo bem, estou divagando demais... Melhor deixar de papo filosófico, pelo menos por hora.

Um comentário:

  1. Oi Maricitaa! Que gracinha, um blog cult... tá escrevendo bem pra caramba hein, pedagogaaaaaa!
    To te seguindo...

    ResponderExcluir